origem, sustentabilidade e autenticidade

29Mar

Os meus Vinhos Brancos preferidos – por Sandra Alves

 

Sandra Alves, Énologa do EsporãoComo enóloga, avaliar e entender o vinho faz parte da rotina diária. No entanto, a impressão sensorial varia com o gosto pessoal e com o momento. Como seleccionar os vinhos que nos ficam na memória? Primeiro, separa-los por carácter. Brancos sérios, sólidos e consistentes, e com potencial de envelhecimento!

Os Alvarinhos. Estes brancos podem ser intensamente complexos e exuberantes… Simplesmente maravilhosos! Da casta Loureiro, nos melhores anos, nascem também vinhos delicados, frescos com notas florais e frutadas, muito entusiasmantes. Na Bairrada, penso na casta autóctone Bical, que, trabalhada por mão competente, origina vinhos de aroma requintado, com notas de alperce, de uma mineralidade subtil. E os brancos do Alentejo? Amistosos e intensos, conseguem ser exuberantes e vibrantes, com fruta muito limpa e óptimo nervo. Excelentes companheiros para qualquer ocasião!

De fora vêm-me à ideia os brancos da Borgonha. Intensos, elegantes, austeros, minerais e quase sempre impressionantes, complexos e definitivamente únicos.

Da Austrália selecciono o Semillon de Barossa Valley, que costuma ser citrino, com notas herbáceas que lhe confere complexidade, fruta madura e intensa; e a região de Margaret River, famosa pelos vinhos brancos refinados, habitualmente produzidos com o trio Semillon, Chardonnay e Sauvignon Blanc. São delicados e elegantes, com um caracter de fruta de caroço fresca, e notas minerais e limonadas. São vinhos estruturados e com uma acidez natural, que lembram a praia que delimita esta região Australiana.

Alguns brancos austríacos elaborados a partir da casta rainha neste país, Grüner Veltiner, ficaram-me na memória. O último que provei era amarelo palha com reflexos esverdeados, aromas minerais e cítricos com algum louro à mistura. A acompanhar…!

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